Atendimento sem discriminação e com respeito à orientação sexual e identidade de gênero de seus correntistas. Esta é a promessa de um novo banco no mercado: o Pride Bank, um banco digital aberto a qualquer pessoa, mas com foco na comunidade LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros, entre outros).

Um dos diferenciais é que o correntista pode usar seu nome social impresso no cartão do Pride Bank. “Isso evita constrangimentos para transexuais e travestis”, disse Márcio Orlandi Júnior, CEO da instituição financeira.

Os cartões de crédito são pré-pagos e têm bandeira Mastercard. Por ser pré-pago, o cartão é acessível àqueles que têm restrição no CPF.

O Pride Bank iniciou suas operações em novembro do ano passado apenas para convidados. Em agosto, expandiu para novos clientes, sem a necessidade de convite. O banco afirma ter cerca de 9.000 clientes.

Pacotes variam de R$ 9,99 a R$ 149,99

O banco digital tem conta corrente digital com serviços de transferências, TEDs, emissão de boletos, pagamentos de contas e impostos, entre outros. Os pacotes mensais variam de R$ 9,99 a R$ 39,99 (pessoa física) e de R$ 29,99 a R$ 149,99 (pessoa jurídica).

Orlandi Júnior diz que o banco deverá implantar em breve maquininha de pagamento, empréstimo pessoal e financiamentos.

Drag queen colocou seu nome fantasia no cartão

Correntista do Pride Bank, Carlos Alberto Policarpo, 60, que trabalha como drag queen há 43 anos, diz que escolheu colocar no cartão de crédito o seu nome fantasia: Kaká Di Polly.

“Eu me senti bem em saber que o meu nome fantasia está sendo respeitado e que eu posso usá-lo. Achei fantástico, fenomenal”, declarou.

Banco reverte 5% da receita bruta a ONGs

O CEO do banco diz que o Pride Bank nasceu com propósito de devolver parte de sua renda à comunidade LGBTI+, por meio de ajuda financeira a ONGs, coletivos e iniciativas para este público.

Para isso, ele e os sócios Alexandre Simões e Maria Fuentes criaram, junto com o banco digital, o Instituto Pride, por meio do qual os recursos (5% de receita bruta total do banco) são direcionados para ajudar projetos e instituições que atuam junto ao público LGBTI+.

A receita vem dos pacotes contratados pelos clientes. O repasse mensal não foi revelado.

As entidades beneficiadas são Casa Arouchianos, Elas, EternamenteSOU e Família Stronger, todas em São Paulo.

Como conseguir:

Para conseguir o cartão da pride basta acessar o site e seguir as instruções do mesmo.

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